terça-feira, 2 de novembro de 2010

HORA AGLUTINADA MAIS QUE INTERESSANTE...

Na terça -feira dia 26/10 , o Grupo Palavra Cantada esteve No Teatro Clara Nunes , em um bate-papo muito gostoso com os professores da rede... e claro, Nós da E.M. Perseu Abramo marcamos presença.
Divulgaram o último trabalho chamado de Brincadeiras Musicais, que visa a sensibilização da música através de brincadeiras, fato que não é novidade pois permeia todo o trabalho dessa dupla (Paulo Tatit e Sandra Peres) . A novidade mesmo é que trata-se de uma coleção composta por cinco volumes - cada um deles, inclui um livro, um CD e um DVD - que, juntos, trazem 80 brincadeiras.
No DVD, trabalham -se conceitos musicais numa linguagem bem simples. Falam dos instrumentos musicais, trabalham alguns ritmos, como o baião, o maracatu, o coco, entre outros, e estimula a prática do canto e a descoberta dos sons dos objetos e do corpo. E no repertório dos CDs, estão músicas dos 16 anos da Palavra Cantada, além de algumas inéditas, todas acompanhadas com letra e cifra. Tivemos a apresentação de um pedacinho desse Dvd, que com certeza traz toda a qualidade costumeira do Palavra Cantada.

..."O ensino de música, tão importante para o estímulo da criatividade infantil, tornou-se novamente obrigatório nas escolas. Sancionada no dia 18 de agosto de 2008 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a lei nº 11.769 passou a valer para o ensino fundamental e médio de todas as escolas brasileiras, que têm, a partir de então, 3 anos para adaptar seu currículo na área de artes. Essa lei altera a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) que determina o aprendizado de arte, mas não especifica o conteúdo.

O ensino de música já fez parte dos currículos escolares, mas foi retirado na década de 1970. O projeto de lei para o retorno dessa disciplina foi proposto pela senadora Roseana Sarney e surgiu com a mobilização do Grupo de Articulação Parlamentar Pró-Música (GAP), formado por 86 entidades, como universidades, associações e cooperativas de músicos. O objetivo não é formar músicos profissionais, mas sim, reconhecer os benefícios que esse ensino pode trazer para o desenvolvimento e a sociabilidade das crianças. Sandra Peres, do grupo Palavra Cantada, acha a decisão bastante válida, mas questiona a maneira com que a música será ensinada nas escolas. "O que realmente vai fazer diferença é a maneira com que as escolas despertarão o apreço das crianças pela música", diz. O importante, portanto, é que as aulas sejam baseadas na proximidade com o universo infantil. "Até 5 ou 6 anos de idade, o ideal é que elas tenham uma iniciação musical e sejam apresentadas a diferentes instrumentos musicais, para que, mais tarde, descubram de qual elas mais gostam", afirma Sandra.

Lula vetou o artigo que previa a formação específica de professores na área musical para ministrar a disciplina. A justificativa é que a música é uma prática social e, no Brasil, há diversos profissionais sem formação acadêmica específica ou oficial na área e que são reconhecidos nacionalmente. Paulo Gomes é professor de iniciação musical na Escola Estilo de Aprender e concorda que a formação superior em música não é o principal para definir um bom músico. "O importante é que o professor saiba passar conhecimentos teóricos e práticos para os alunos. E no momento de contratá-lo, cabe à escola verificar se ele se adapta à proposta curricular", diz."(texto retirado da página:   (http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI4978-10538,00.html)

A Secretaria Municipal de Educação de Diadema , procurando adequar-se a lei em questão possibilitou esse encontro Do Palavra Cantada com as crianças do Ensino Fundamental e visitantes na quinta-feira dia 28/10 , estive por lá e pude registrar alguns momentos desse show encantador!!!




Com certeza, um show inesquecível e que proporcionou momentos enriquecedores para as nossas crianças e professores de Diadema!

sábado, 23 de outubro de 2010

Semana das Crianças!!!

Em nossa escola não comemoramos o Dia da criança , mas reservamos uma semana inteira de comemoração, afinal essa turminha merece...
Iniciamos a semana no dia 5 com uma aula demonstrativa da Oficina de circo do Centro Cultural do bairro...
Na quarta-feira pela manhã tivemos a visita ilustre diretamente di Sítio do Pica Pau Amarelo o Visconde de Sabugosa e a Boneca de pano Emília...(interpretados pela professora Lígia e seu marido), além de algodão doce á vontade e pintura facial...as crianças amaram...

Na quinta-feira, fomos Todos ao Teatro Clara Nunes assistir o Teatro de Bonecos da Cia Truks O SENHOR DOS SONHOS ... a turminha do berçário também foi e muitos tiveram a companhia de seus pais...


E na sexia-feira tivemos Pula-pula , cama elástica e bolo, além claro, de saquinho cheinho de doces e balas!!!! 


...Foi uma semana corrida mas que valeu pela alegria das crianças!!!

sábado, 16 de outubro de 2010

Blog E.M.Perseu Abramo: Homenagem aos Professores!!! Mestres da arte de en...

Blog E.M.Perseu Abramo: Homenagem aos Professores!!! Mestres da arte de en...: "EDUCAR É PARA POUCOS (Minha homenagem aos Confessores de Sonhos, conhecidos como Professores) Educar é um ato heróico em qualquer cultura. T..."

Homenagem aos Professores!!! Mestres da arte de ensinar,,,

EDUCAR É PARA POUCOS
(Minha homenagem aos Confessores de Sonhos, conhecidos como Professores)
Educar é um ato heróico em qualquer cultura.
Talvez seja pelo fato de que educar exija que a pessoa saia um pouco de si e vá ao encontro do outro; um outro desconhecido; um outro anônimo; um outro que me questiona; um outro que me confronta com meus próprios fantasmas, meus próprios medos, minha própria insegurança. Talvez seja pelo fato que educar exija sacrifício, exija renúncia de si, exija abandono, exija fé, exija um salto no escuro. Talvez por isso seja algo para poucos.
Seja para pessoas que acreditam nas outras pessoas.
Seja para pessoas que não se acomodaram diante da mesmice que a sociedade pede todos os dias. Talvez por isso seja mais fácil encontrar professores que educadores:

Professores são donos do conhecimento.
Educadores são mediadores.
Professores são profissionais do ensino.
Educadores fazem do ensino um estimulo para seu conhecimento pessoal.
Professores usam a palavra como instrumento.
Educadores usam o silencio.
Professores batem as mãos na mesa.
Educadores batem o pé no chão.
Professores são muitos, Educadores são Um.

O educador tem os pés no chão, mas sua cabeça está sempre nas alturas porque acredita que quem está à sua frente não é um cliente esperando para ser atendido, mas uma pessoa aguardando orientações para seguir seus passos. Esta é a razão de ser do educador. Esta é sua esperança. E para isso, o educador precisar ser inteiro, precisar ser completo, precisa estar em sintonia com o universo. Por isso é para poucos, mas não devia ser assim.
O ideal seria que toda sociedade estivesse voltada para a realização de todos e não apenas para a de alguns privilegiados que se sentem como deuses e querem decidir a vidas das pessoas.
O certo seria que todo ser humano desenvolvesse seus dons e talentos para o bem de todos e que não fosse algo extraordinário alguém sobressair-se por causa de seu potencial artístico.
Simplesmente deveria se assim todo; deveria ser comum todos os seres poderem expressar sua alegria de estar vivo sem precisar "vender" seus talentos para manterem-se vivos.
Infelizmente, no entanto, a realidade que vivemos foi "pensada" de um jeito tal que as pessoas são compreendidas como máquinas de ganhar dinheiro, como objeto de consumo, como um monte de lixo que servirá apenas de estrume para aqueles que dominam o sistema social.
É preciso reverter esse quadro. É preciso que os professores criem uma consciência nova, dinâmica, ancestral, para que novo jeito de pensar venha à tona e possa colocar em xeque uma sociedade que desvaloriza o ser humano em detrimento do dinheiro, do acumulo, do consumo.
É preciso que os professores virem educadores de verdade e possam despertar nossos jovens para o futuro que se inscreve em nossa memória ancestral. Só assim teremos um amanhã.
Daniel Munduruku
Graduado em Filosofia e Doutorando em Educação na USP. Comendador do Mérito Cultural da Presidência da República. Escritor com 35 obras publicadas (infantil, juvenil e adulta) Diretor presidente do Instituto Indígena Brasileiro para P. Intelectual