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domingo, 5 de dezembro de 2010
Blog E.M.Perseu Abramo: Recontextualizando a linguagem oral e escrita
Blog E.M.Perseu Abramo: Recontextualizando a linguagem oral e escrita: "No dia 30 de novembro a E.M.Perseu Abramo esteve presente no lançamento da Revista Nova Escola para os professores da rede municipal de ensi..."
Recontextualizando a linguagem oral e escrita
No dia 30 de novembro a E.M.Perseu Abramo esteve presente no lançamento da Revista Nova Escola para os professores da rede municipal de ensino de Diadema, onde eu e a nossa coordenadora Rosana recebemos das mãos da secretária Lúcia Couto e da Própria Regina Scarpa as edições para as professoras e professores da nossa escola representando simbólicamente as creches da rede.
Tivemos inicialmente a apresentação do vídeo da TV FUTURA na qual a E.M.Mário Quintana apresentou o trabalho sobre a questão racial na educação infantil, ttp://www.cotrimclipping.com.br/arquivos/futura23_11.wmv, em seguida , houve a apresentação de Maculelê das crianças do Programa MaisEducação, depois a apresentação de poesias escritas pelas crianças da Escola Municipal Zilda Gomes.
Para concluir esse encontro tivemos o prazer de participar da palestra com Regina Scarpa, psicóloga, mestre em Educação e coordenadora Pedagógica da Fundação Victor Civita, que teve como tema a Alfabetização.
Aqui vou pontuar apenas algumas questões levantadas por ela em sua fala que chamaram minha atenção e acredito ser importante compartilhar.
Inicialmente destacou e leu um trecho do texto de Antônio Cândido : O direito à literatura: ..."(...) Pensar em direitos humanos tem um pressuposto: reconhecer que aquilo que consideramos indispensável para nós é também indispensável para o próximo. Essa me parece a essência do problema, inclusive no plano estritamente individual, pois é necessário um grande esforço de educação e auto-educação a fim de reconhecermos sinceramente este postulado. Na verdade, a tendência mais funda é achar que os nossos direitos são mais urgentes que o do próximo. Nesse ponto, as pessoas são freqüentemente vítimas de uma curiosa obnubilação. Elas afirmam que o próximo tem direito, sem dúvida, há certos bens fundamentais, como casa, comida, instrução, saúde –, coisas que ninguém bem formado admite hoje em dia que sejam privilégios de minorias, como são no Brasil. Mas será que pensam que o seu semelhante, pobre, teria direito a ler Dostoievski ou ouvir os quartetos de Beethoven? Apesar das boas intenções no outro setor, talvez isso não lhes passe pela cabeça. E não por mal, mas somente porque quando arrolam os seus direitos não estendem todos eles ao semelhante. Ora, o esforço para incluir o semelhante no mesmo elenco de bens que reivindicamos está na base da reflexão sobre os direitos humanos. A este respeito é fundamental um ponto de vista do grande sociólogo francês, o dominicano Padre Louis-Joseph Lebret, fundador do movimento Economia e Humanismo, com quem tive a sorte de conviver e que atuou muito no Brasil entre os anos de 1940 e 1960. Penso na sua distinção entre “bens compressíveis” e “bens incompressíveis”, que está ligada a meu ver com o problema dos direitos humanos, pois a maneira de conceber a estes depende daquilo que classificamos como bens incompressíveis, isto é, os que não podem ser negados a ninguém. Certos bens são obviamente incompressíveis, como o alimento, a casa, a roupa. Outros são compressíveis, como os cosméticos, os enfeites, as roupas extra. A fronteira entre ambos é muitas vezes difícil de fixar, mesmo quando pensamos nos que são considerados indispensáveis. O primeiro litro de arroz de uma saca é menos importante do que o último, e sabemos que com base em coisas como esta se elaborou em economia da “utilidade marginal”, segundo a qual o valor de uma coisa depende de grande da necessidade relativa que temos dela. O fato é que cada época e cada cultura fixam os critérios de incompressibilidade, que estão ligados à divisão da sociedade em classes, pois inclusive a educação pode ser instrumento para convencer as pessoas de que o que é indispensável para uma camada social não o é para outra. "(...)
E nesse sentido dar acesso significa garantir a alfabetização de nossas crianças . mas como fazer isso , realmente? Nesse percurso de refletir sobre o acesso , destacou dois eixos nos quais nós professores devemos garantir no currículo e em nosso planejamento que são as atividades voltadas ao sistema de escrita propriamente e o da língua que se escreve. E disse que um dos problemas é misturar esses eixos sem especificá-los ou não oferecer atividades específicas para cada um deles , e só quando o professor tiver essa consciência , essa clareza de objetivos é que será garantido à criança ler compreensivamente todos os tipos de textos e expressar-se claramente na escrita e enfim poder confrontar interpretações e ampliar sua visão de mundo.
Outro importante destaque em sua fala foi o de que o professor é um informante sim, mas não apenas isso.Logo, não podemos negar informações pontuais , que muitas vezes só a escola pode dar ao aluno. Vários outros aspectos foram destacados, desde exemplos de textos trabalhados em escolas, que não fazem sentido algum para criança e a mesma criança já possui um olhar crítico para o que é aprendido.É necessário apresentar os textos em seus suportes naturais. É PRECISO DESACOSTUMAR O OLHAR E REAVIVÁ-LO...
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Blog E.M.Perseu Abramo: Rotina escolar... alguns momentos...
Blog E.M.Perseu Abramo: Rotina escolar... alguns momentos...: "Nas formações têm existido um destaque especial a questão da organização dos espaços e a rotina em si, sabemos que essas dimensões de trabal..."
Rotina escolar... alguns momentos...
Nas formações têm existido um destaque especial a questão da organização dos espaços e a rotina em si, sabemos que essas dimensões de trabalho estão atreladas e devem ser planejados pelo professor em sua totalidade, desde o momento de chegada, as brincadeiras, os momentos de alimentação e higiene, também fazem parte do currículo e devem ser repensados não deixando que tais atividades caiam no espontaneísmo.
"As tarefas das crianças pequenas nas creches e pré-escolas são muitas e de grande importância para o seu desenvolvimento cognitivo e emocional, e o principal instrumento de que utilizam são as brincadeiras. Nesses locais, elas têm de aprender a brincar com as outras, respeitar limites, controlar a agressividade, relacionar-se com adultos e aprender sobre si mesmas e seus amigos, tarefas estas de natureza emocional.
(...)
O fundamental para as crianças menores de seis anos é que elas se sintam importantes, livres e queridas." (Lisboa,2001)
Aqui um pedacinho da rotina da turma de 5 anos do Professor Afrânio...visando ilustrar momentos que além das atividades específicas voltadas as áreas do conhecimento, também são importantes na formação da criança.
...a hora do lanche também deve ser planejada pelo professor. A disposição dos móveis deve facilitar as conversas entre as crianças; devem haver lixeiras e material de limpeza por perto para que as crianças possam participar da higiene do local onde será desfrutado o lanche (antes e depois dele ocorrer); deve haver uma cesta onde as crianças possam depositar o lanche que desejam trocar entre si (estimulando a socialização e, ao mesmo tempo, o cuidado com a higiene). Além disso, é importante que o professor demonstre e proporcione às crianças hábitos saudáveis de higiene antes e depois do lanche (lavar as mãos, escovar os dentes, etc.).
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